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Criciúma – A cidade que passou por cima do seu rio

(foto: icaranews.com.br)

Tadeu Santos – ONG Sócios da Natureza

A Prefeitura Municipal de Criciúma será contemplada com recurso do PAC no valor de R$ 21.800 milhões para implantar o PROJETO BÁSICO EXECUTIVO DE MACRODRENAGEM DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CRICIÚMA elaborado pela PROSUL.

Tal projeto, no entanto, não resolverá o conflito do transbordamento, poderá sim amenizar, proporcionando o escoamento mais rápido das águas, mas que continuarão a inundar as vias públicas e o comércio sempre que houver as assustadoras precipitações pluviométricas, que tendem a ocorrer com mais frequência e intensidade com as mudanças do clima.

O projeto está no Comitê de bacias do Rio Araranguá para obter um parecer, porém sem o EIA-RIMA fica complicado a Assembleia (formada pelas 45 entidades mais representativas da bacia hidrográfica) formar uma posição. Solicitamos os Estudos, mas…

Estou preocupado com a proposta do projeto que irá encher ainda mais de concreto o que ainda resta de curso d’água natural e também da má aplicação do recurso valioso.

Momento Histórico para Araranguá e Região

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A Câmara de Vereadores votará na terça, dia 26/01/10, a partir das 14:30h, o projeto do Vereador Chico Merencio contra a instalação de minas de carvão no Município de Araranguá. Na primeira votação em dezembro, houve a aprovação por unanimidade, esperamos que os Vereadores mantenham a mesma posição e o Prefeito Mariano sancione. OBS. Se o resultado não agradar as mineradoras, que as mesmas entrem na justiça e reclamem o direito de poluir…

Depois de mais de meio século poluindo o Rio Araranguá, mineradoras de Criciúma pretendem instalar-se em solo araranguaense na busca do minério que os enriquece e ao mesmo tempo deixam um rastro de degradação ambiental por onde passam (água, terra, flora e ar, além da fauna).
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Associativismo

APIME tem proposta sobre meliponíneos aprovada na II Conferência Nacional de Meio Ambiente

A APIME, Associação Pernambucana de Apicultores e Meliponicultores, anuncia que, depois de participar das Conferências Regionais e Estadual de Meio Ambiente em Pernambuco, teve aprovada na plenária final da II Conferência Nacional de Meio Ambiente, ocorrida em dezembro de 2005, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, a seguinte proposta por ela elaborada:
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Pesticidas, faz abelhas desaparecerem na China

Por Sérgio Luiz 20/11/2009

Devido a pulverização de pesticidas na agricultura por fazendeiros chineses, as abelhas desapareceram na China, fazendo também desaparecer a enorme quantidade de alimentos gerados pela polinização, pois os pesticidas mataram enormes quantidades de plantas e flores, o que causou o desaparecimento das abelhas.

Diante disso, os fazendeiros chineses, pediram ajuda as autoridades em relação ao caso; e tiveram como resposta, que os próprios fazendeiros deveriam fazer o trabalho das abelhas; isto é, eles mesmos deveriam plantar e polinizar as flores.
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O Mundo em transformação pelo povo, sem tomar o poder

Por Daniel Cassol [Quarta-Feira, 16 de Janeiro de 2008 às 14:54hs]

Em entrevista, o intelectual John Holloway, autor de Mudar o Mundo sem Tomar o Poder, analisa a atual situação política da América Latina e as estratégias que poderiam de fato promover uma mudança profunda, que venha de baixo com a participação de toda a população, não guiada por líderes

Fórum – Como, em sua trajetória intelectual, o senhor chegou à idéia de “mudar o mundo sem tomar o poder”?
John Holloway – Os debates começaram nos anos 1960, quando na Grã-Bretanha se discutia a questão da União Européia. Precisávamos compreender o que era o Estado, entendido como uma forma de relação capitalista. Assim, iniciamos a discussão dos limites e das possibilidades de ação dentro ou por meio deste Estado e passamos a compreendê-lo como um processo que tem como objetivo canalizar as lutas sociais para dentro de certas formas de comportamento. Ou seja, não podemos usá-lo para criar outro tipo de sociedade, se ele é uma forma exclusivamente capitalista de relações sociais, já que o Estado pretende canalizar as lutas sociais de forma a reconciliá-las com a reprodução do capital. Essa reflexão implica pleitear a questão de mudar o mundo sem tomar o poder. Continue lendo ‘O Mundo em transformação pelo povo, sem tomar o poder’

Carta Aberta ao Sr. Comissário do Brasil à CIB

Ministro

Fábio Vaz Pitaluga

MD. Comissário do Brasil à Comissão Internacional da Baleia

13 de janeiro de 2010

Senhor Comissário,

Cumprimentando-o, as 31 instituições signatárias da presente Carta Aberta desejam expressar sua preocupação com a situação corrente da caça à baleia no hemisfério sul e oferecer considerações referentes ao posicionamento do Brasil enquanto membro ativo das negociações a portas fechadas com o Japão e outros países ora em curso, e que deverão ter continuidade ainda este mês.
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Fixação da Barra do Rio Araranguá

Tadeu Santos – Araranguá/SC, 25/11/2009.

Para nós a melhor notícia não foi apenas a assinatura do convênio entre a PMA e a CEF para a fixação da foz/barra do Rio Araranguá, no dia 20/11/09, mas a declaração do Eng. Edney, da Engera, na Assembléia do Comitê Araranguá (CGBHRA) no dia 17, quando anunciou a alternativa ambiental mais vantajosa para o local dos molhes próximo a Ilhas, atendendo a reivindicação da ONG Sócios da Natureza na reunião pública ocorrida em Ilhas e em vários documentos desde 2005. No nosso entender se mantivessem a proposta de construir mais próximo ao Morro dos Conventos dificilmente iria ser aprovado pelo órgão licenciador IBAMA, como também não seria do agrado da comunidade de Ilhas e do balneário do Morro dos Conventos. Indiscutivelmente mais ao sul o impacto ambiental é bem maior que ao norte da foz, faria com que o MPF solicitasse mais estudos, medidas mitigadoras e compensatórias ao empreendedor. O Secretário Nacional de Saneamento Ambiental Leodegar Tisckoski, o homem que viabilizou o recurso pra fixação, solicitou apoio a aprovação do projeto quando comentamos que propomos ao CGBHRA uma Moção de Apoio das 45 entidades mais importantes da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, naturalmente desde que cumpram com a legislação ambiental e as diretrizes da Lei dos Recursos Hídricos nº 9.433/97, afinal sempre defendemos a fixação baseado num EIA-RIMA e num Projeto de Engenharia.
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Araranguá no Globo Repórter

Os diversos eventos climáticos que ocorreram em Araranguá, como o Furacão Catarina, cheias e tornados colocaram mais uma vez Araranguá na mídia nacional através do programa Globo Repórter desta última sexta-feira, dia 11/12/2009.

O programa abordou a questão das mudanças do clima no Brasil e coube a estudante Jociele Cristine Silveira de 13 anos, da Escola Básica Castro Alves, contar aos telespectadores um pouco do que já passamos por aqui. Jociele foi descoberta pela sua professora Juliana Vamerlati durante uma aula sobre mudanças climáticas na região, onde a estudante relatou que tinha sido afetada com sua família pelos três diferentes fenômenos do qual a professora explicava.

A professora que na ocasião fazia parte da organização do II Encontro Sobre Fenômenos Naturais Adversidades e Mudanças Climáticas, ocorrido no mês de setembro aqui no município, convidou a aluna para dar seu testemunho no Encontro. Lá a história da aluna tomou a proporção para ter seu depoimento incluído no programa da emissora de TV. A participação da araranguaense pode ser vista pela internet no site do Globo Repórter.

Mas Jociele já ultrapassou fronteiras com seus depoimentos. A estudante também participou de um documentário produzido pela ONG Sócios da Natureza sobre os eventos climáticos, que foi enviado e veiculado em Copenhague na Dinamarca durante a Conferência Mundial do Clima.

Lixo visto dos céus

Ana Echevenguá

Em 24 de novembro de 2009, o Instituto Eco&Ação, integrante da Procuradoria Ambientalista/ONGs Brasil, realizou um sobrevôo de helicóptero sobre o extremo sul de Santa Catarina. A iniciativa faz parte do projeto de elaboração de um diagnóstico da disposição dos resíduos domésticos e industriais de Santa Catarina. Convidamos dois cinegrafistas para testemunhar e documentar alguns dos crimes ambientais que tranquilamente são praticados naquela região. Mortineli, da RBS, não mediu esforços para capturar as melhores imagens. Quem sabe, sabe! No assento ou no chão do helicóptero, mirando sua filmadora pra direita, pra esquerda… sempre na busca do melhor ângulo, o expert não parava quieto!

A ‘experiência verde’ do piloto Rogério Giassi, que costuma filmar a estada das baleias francas na nossa costa, foi muito importante para o sucesso da nossa missão.

Nas duas horas de sobrevôo, o que vimos lá de cima?

- Empresas (algumas que possuem fachada bonita, premiações internacionais pelo bom desempenho) jogando o rejeito da sua produção (lixo contaminado) no seu quintal ou em lugares estrategicamente escolhidos devido à dificuldade de acesso por terra;

- Aterros sanitários, construídos especialmente para tratar o lixo nosso de cada dia, estão em situações precárias, deixando de fazer a ‘lição de casa’. Um deles, que funciona por força de um TAC firmado com o Ministério Público Federal, já virou lixão. O mau cheiro chegou ao nosso nariz, a 300 metros de altura. Mas, com certeza, seus cofres recebem o pagamento – principalmente das prefeituras – para tratamento e destinação final correta dos resíduos que os municípios produzem.

- Um incinerador de lixo hospitalar sem qualquer cuidado com o lixo que recebe. E que deveria estar lacrado; mas a ordem judicial para tanto foi suspensa em instância superior e só Deus sabe quando ocorrerá o julgamento definitivo do causu.

- Muito lixo jogado em beira de estrada, em zona urbana, em locais já degradados pela mineração, em locais praticamente inacessíveis por terra; escondido em clareiras na mata… e muita gente mexendo em lixo, sem qualquer proteção; tentando sustentar sua família com o fruto de trabalho sub-humano.

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Breve relato com olhar socioambiental da audiência pública sobre a bacia do rio Mampituba, ocorrida em Torres – RS

31 de Julho de 2009

Estamos torcendo para que desta vez dê certo, que a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, geograficamente situada entre o Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, venha finalmente ser contemplada com um Decreto Federal avalizado pela Agência Nacional das Águas (ANA) instituindo o Comitê Federal de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba (CFGBHRM). Para um melhor entendimento geográfico passaremos a citar sempre que possível os municípios que formam a bacia, iniciando pelo lado catarinense que abrange uma área maior em potencial hídrico e com maior densidade populacional, citando Passo de Torres, São João do Sul, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, Sombrio, Jacinto Machado, Balneário Gaivota e Araranguá. No lado riograndense encontrasse Torres, Mampituba, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Morrinhos do Sul, Dom Pedro de Alcântara e Três Cachoeiras.
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