Hoje, dia 29/04/2009, em Audiência Pública, no Senador Federal, os representantes dos ruralistas e do agronegócio tiveram uma retubante derrota.
A Senadora Kátia Abreu (DEM-To) aprovou em 11 comissões do Senado um requerimento para apresentar estudo pseudo-científico dos Srs. Evaristo Miranda e Gustavo Ribas que, dentre outras perolas, afirma que não há mais terras para agricultura em função da legislação ambiental, particularmente por causa do Código Florestal.
O objetivo da manobra era realizar uma Audiência Pública para conseguir o apoio do Senado Federal para o Código Ambiental de Santa Catarina, convencer os Senadores que o Código Florestal é ultrapassado e aprovar a criação de uma Comissão Especial para elaborar um Projeto de Código Ambiental Nacional. Continue lendo ‘Defensores da Legislação Ambiental derrotam manobra dos ruralistas’
O Governador LHS e os Deputados Estaduais, ao aprovarem o PL 238, o Código “nada” Ambiental, assumiram a responsabilidade perante a população catarinense, brasileira e mundial de tornar legal a destruição do pouco que ainda resta de mata atlântica neste estado e, com ela, a vantagem que nosso estado ainda tem sobre os demais, que é a constituição rural por pequenas propriedades produtivas e de menor impacto sobre a natureza. Assumiram também a responsabilidade de, em curto prazo, verem estes pequenos produtores sem mais nenhuma chance de permanecerem na terra por esgotamento completo dos recursos naturais indispensáveis a vida no campo, mormente os recursos hídricos. Por fim, assumiram o ônus de entrarem para história como aqueles que, abusando do poder e mandato que lhes foi confiado, abriram espaço para a miséria do estado.
O argumento de incompatibilidade da legislação ambiental federal com a realidade das propriedades catarinenses é falacioso e procura ocultar as verdadeiras causas da miséria que assola as pequenas propriedades rurais catarinenses. De fato, não é a legislação ambiental que dificulta a vida sustentável das propriedades rurais em santa Catarina, ou em qualquer outro lugar deste Brasil. Esta atacada legislação ambiental apenas procura preservar recursos naturais e seus imprescindíveis serviços, oferecidos gratuitamente aos que deles dependem, àqueles que vivem no campo e aos que vivem na cidade, pois que todos vivemos do campo. Continue lendo ‘Código Barriga Verde: Um modelo nada verde.’
Considerado o maior ambientalista do mundo, o britânico James Lovelock, defende a ídeia de que a saída para o aquecimento global é a energia nuclear. Acompanhe a entrevista do cientista.
- Se você digitar “gaia” e “religion” no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas – praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais.
A Terra ardente
Num artigo apavorante e ao mesmo tempo esclarecedor, James Lovelock, renomado cientista especializado em análises ambientais, adverte: “A Terra está entrando em um estado febril que pode durar mais de 100 mil anos”.
Diário Catarinense entrevista Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente
1º de abril 2009
A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se mostrou surpresa ao saber que nenhum deputado se posicionou contra o Código Ambiental. Para ela, que falou com a reportagem por telefone, de Brasília, a aprovação é preocupante. Continue lendo ‘Código Ambiental de SC’
Transcorridos pouco mais de três meses das catástrofes que assolaram o estado de Santa Catarina, em razão das fortes enxurradas e dos descuidos do homem com o meio ambiente, provocando enchentes de toda ordem, deslizamentos de encostas, dezenas de mortos e milhares de desabrigados, além de gigantescos prejuízos econômicos ao Estado, parece que a tragédia sensibilizou o Brasil e o Mundo, mas não a maioria dos deputados catarinenses, determinados que estão para a aprovação do Código Ambiental Estadual, PL 0238.0/2008, prevista para o próximo dia 31 de março na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC).
Das inúmeras alterações realizadas pelo Governo do Estado à minuta inicialmente elaborada por representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades públicas e privadas, a mais grave e perigosa de todas as alterações, sem sombra de dúvidas, está na redução das matas ciliares situadas às margens dos cursos d’água, de 30 para 5 metros. A mobilização do setor produtivo, com o apoio explícito do Governo é enorme e bem articulada, confundindo significativamente a opinião pública. Continue lendo ‘Código (anti) ambiental de Santa Catarina’
“O título deste texto (A folia dos homens) foi emprestado de um filme assistido há anos, cujo trágico final veio-me à mente na atual discussão do que deveria ser um presente para Santa Catarina: o seu Código Ambiental.
O referido filme, uma produção franco-italiana de 2001, tem como base um acontecimento real: a construção da barragem de Vajont, na Itália, e seu desmoronamento em 1959, causando a morte de milhares de pessoas e o desaparecimento de vilas inteiras. Como podem imaginar os leitores deste, a construção foi considerada à época uma obra maravilhosa e de grande interesse público, tendo sido concebida pelos mais prestigiados técnicos daquele país do primeiro mundo. Mas quando começaram a aparecer fissuras na estrutura e desmoronamentos nas montanhas do entorno, a ambição desmedida de alguns interessados não deixou serem ouvidos aqueles poucos que alertavam para o desastre iminente. O nome do filme é bastante elucidativo, não é? Continue lendo ‘A folia e o Código Ambiental’
O coletivo de entidades ambientalistas e movimentos sociais da Rede Brasileira de Justiça Climática – RBJA, reunido em Assembléia no dia 28 de março de 2009, na sede do SESC em Fortaleza (Iparana) Ceará, aprovou a presente Moção de Repúdio ao Governo do Estado de Santa Catarina, pela inconveniente proposta do PL 238/2008, do Código Ambiental, a ser votado na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, no dia 31 de Março de 2009, em Florianópolis. Continue lendo ‘Ambientalistas Repudiam “Código Ambiental” do Governo de SC’
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