Não, não há erro de grafia. Já explico.
Um amigo me trouxe três envelopes de uma campanha de marketing de uma empresa da região. Envelopes que recebera dentro de um periódico do qual é assinante. Abri os envelopes e percebi o grande equívoco – pra começar leve este artigo – que é o chamado “marketing ambiental”.
Cada envelope continha três sementes de ipê, um envelope plástico e um cartão coloridamente impresso e vistoso. Cada conjunto, cartão e envelope, pesa dois gramas. Tal empresa tem o objetivo de distribuir um milhão de sementes de ipê.
Se para cada três sementes são gerados dois gramas de lixo plástico e papel colorido, calculo que, para distribuir as tais um milhão de sementes, vão gerar mais de meia tonelada de lixo não biodegradável e tóxico.
Pergunto-me se há real compromisso ambiental neste projeto. Quais as ferramentas de avaliação do projeto? Como verificarão os resultados? Quantas sementes serão colocadas no solo? Quantas germinarão? Quantas serão, um dia, uma árvore?
Acessando o sitio virtual desta empresa pela internet vi que o histórico sobre a empresa não menciona que as “novas e avançadas instalações” se fizeram em detrimento de uma área de proteção permanente.
Continue lendo ‘Marketing ambiental: “ricuperando” o meioambiente’
Arquivo Mensal de abril/2007
A ÁGUA nossa de cada dia:
O Brasil dispõe de 13% de toda a água doce do planeta.
A Bacia Amazônica concentra 70% de toda a água doce do Brasil e apenas 4% da população.
Segundo o IBGE, 60% do lixo produzido no País não recebe tratamento adequado (a parte liquida deste lixo, o chorume, infiltra-se no solo, contaminando as águas subterrâneas e poluindo mananciais).
Segundo o IBGE, menos de 20% dos esgotos no País recebem algum tipo de tratamento. O restante é lançado “in natura” nas lagoas, córregos e rios disseminando doenças e mortes.
Dos 5.600 municípios brasileiros, apenas 13 cuidam exemplarmente de seus esgotos.
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