BID restringe financiamento de térmicas a carvão com medidas ambientais

O BID lançou na semana passada um processo para limitar as emissões de gees por projetos financiados pela instituição. A geração térmica a carvão mineral foi o primeiro segmento abrangido pelas restrições de impacto ambiental imposta pelo organismo multinacional. A intenção é expandir as exigências para todos os setores beneficiados com os empréstimos, como petróleo e gás. No caso das térmicas a carvão, só as usinas com as tecnologias de menor emissão serão contempladas com financiamento. Com isso, o BID decidiu não conceder mais financiamentos para os projetos movidos a carvão pulverizado subcrítico, devido à eficiência mais baixa dessa tecnologia e ao nível mais elevado de emissões de CO2 resultante. As novas diretrizes também tiraram da fila de empréstimos as usinas a “combustão em leito fluidizado circulante”, a menos que essas usinas alcancem um limiar de pelo menos 36% de eficiência líquida na conversão de combustível em energia. (CanalEnergia – 10.11.2009)

Comissão pode recomendar fim de térmicas a carvão e óleo até 2040

A Comissão Mista Permanente de Mundanças Climáticas do Congresso Nacional reuniu-se na última quarta-feira, 18 de novembro, para leitura do relatório do deputado Colbert Martins (PMDB-BA). Uma das medidas propostas promete causar polêmica no setor elétrico. Martins pede o establecimento de metas anuais de redução da participação das usinas nucleares, a óleo combustível e a carvão mineral na matriz energética nacional até a completa eliminação em 2040. Por outro lado, ele recomenda que 25% da matriz energética brasileira seja composto por fontes como eólica e solar até 2020. O relatório, que será votado na próxima terça-feira, 24, propõe a aprovação do projeto de lei 19/2007, que estabelece metas de redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa.Além da aprovação do PL 493/2007, que organiza e regula o mercado de carbono em bolsas de valores, por meio da emissão de títulos de RCE. (CanalEnergia- 20.11.2009)

Fixação da Barra do Rio Araranguá

Tadeu Santos – Araranguá/SC, 25/11/2009.

Para nós a melhor notícia não foi apenas a assinatura do convênio entre a PMA e a CEF para a fixação da foz/barra do Rio Araranguá, no dia 20/11/09, mas a declaração do Eng. Edney, da Engera, na Assembléia do Comitê Araranguá (CGBHRA) no dia 17, quando anunciou a alternativa ambiental mais vantajosa para o local dos molhes próximo a Ilhas, atendendo a reivindicação da ONG Sócios da Natureza na reunião pública ocorrida em Ilhas e em vários documentos desde 2005. No nosso entender se mantivessem a proposta de construir mais próximo ao Morro dos Conventos dificilmente iria ser aprovado pelo órgão licenciador IBAMA, como também não seria do agrado da comunidade de Ilhas e do balneário do Morro dos Conventos. Indiscutivelmente mais ao sul o impacto ambiental é bem maior que ao norte da foz, faria com que o MPF solicitasse mais estudos, medidas mitigadoras e compensatórias ao empreendedor. O Secretário Nacional de Saneamento Ambiental Leodegar Tisckoski, o homem que viabilizou o recurso pra fixação, solicitou apoio a aprovação do projeto quando comentamos que propomos ao CGBHRA uma Moção de Apoio das 45 entidades mais importantes da Bacia Hidrográfica do Rio Araranguá, naturalmente desde que cumpram com a legislação ambiental e as diretrizes da Lei dos Recursos Hídricos nº 9.433/97, afinal sempre defendemos a fixação baseado num EIA-RIMA e num Projeto de Engenharia.
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Araranguá no Globo Repórter

Os diversos eventos climáticos que ocorreram em Araranguá, como o Furacão Catarina, cheias e tornados colocaram mais uma vez Araranguá na mídia nacional através do programa Globo Repórter desta última sexta-feira, dia 11/12/2009.

O programa abordou a questão das mudanças do clima no Brasil e coube a estudante Jociele Cristine Silveira de 13 anos, da Escola Básica Castro Alves, contar aos telespectadores um pouco do que já passamos por aqui. Jociele foi descoberta pela sua professora Juliana Vamerlati durante uma aula sobre mudanças climáticas na região, onde a estudante relatou que tinha sido afetada com sua família pelos três diferentes fenômenos do qual a professora explicava.

A professora que na ocasião fazia parte da organização do II Encontro Sobre Fenômenos Naturais Adversidades e Mudanças Climáticas, ocorrido no mês de setembro aqui no município, convidou a aluna para dar seu testemunho no Encontro. Lá a história da aluna tomou a proporção para ter seu depoimento incluído no programa da emissora de TV. A participação da araranguaense pode ser vista pela internet no site do Globo Repórter.

Mas Jociele já ultrapassou fronteiras com seus depoimentos. A estudante também participou de um documentário produzido pela ONG Sócios da Natureza sobre os eventos climáticos, que foi enviado e veiculado em Copenhague na Dinamarca durante a Conferência Mundial do Clima.

Lixo visto dos céus

Ana Echevenguá

Em 24 de novembro de 2009, o Instituto Eco&Ação, integrante da Procuradoria Ambientalista/ONGs Brasil, realizou um sobrevôo de helicóptero sobre o extremo sul de Santa Catarina. A iniciativa faz parte do projeto de elaboração de um diagnóstico da disposição dos resíduos domésticos e industriais de Santa Catarina. Convidamos dois cinegrafistas para testemunhar e documentar alguns dos crimes ambientais que tranquilamente são praticados naquela região. Mortineli, da RBS, não mediu esforços para capturar as melhores imagens. Quem sabe, sabe! No assento ou no chão do helicóptero, mirando sua filmadora pra direita, pra esquerda… sempre na busca do melhor ângulo, o expert não parava quieto!

A ‘experiência verde’ do piloto Rogério Giassi, que costuma filmar a estada das baleias francas na nossa costa, foi muito importante para o sucesso da nossa missão.

Nas duas horas de sobrevôo, o que vimos lá de cima?

- Empresas (algumas que possuem fachada bonita, premiações internacionais pelo bom desempenho) jogando o rejeito da sua produção (lixo contaminado) no seu quintal ou em lugares estrategicamente escolhidos devido à dificuldade de acesso por terra;

- Aterros sanitários, construídos especialmente para tratar o lixo nosso de cada dia, estão em situações precárias, deixando de fazer a ‘lição de casa’. Um deles, que funciona por força de um TAC firmado com o Ministério Público Federal, já virou lixão. O mau cheiro chegou ao nosso nariz, a 300 metros de altura. Mas, com certeza, seus cofres recebem o pagamento – principalmente das prefeituras – para tratamento e destinação final correta dos resíduos que os municípios produzem.

- Um incinerador de lixo hospitalar sem qualquer cuidado com o lixo que recebe. E que deveria estar lacrado; mas a ordem judicial para tanto foi suspensa em instância superior e só Deus sabe quando ocorrerá o julgamento definitivo do causu.

- Muito lixo jogado em beira de estrada, em zona urbana, em locais já degradados pela mineração, em locais praticamente inacessíveis por terra; escondido em clareiras na mata… e muita gente mexendo em lixo, sem qualquer proteção; tentando sustentar sua família com o fruto de trabalho sub-humano.

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Breve relato com olhar socioambiental da audiência pública sobre a bacia do rio Mampituba, ocorrida em Torres – RS

31 de Julho de 2009

Estamos torcendo para que desta vez dê certo, que a Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, geograficamente situada entre o Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, venha finalmente ser contemplada com um Decreto Federal avalizado pela Agência Nacional das Águas (ANA) instituindo o Comitê Federal de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba (CFGBHRM). Para um melhor entendimento geográfico passaremos a citar sempre que possível os municípios que formam a bacia, iniciando pelo lado catarinense que abrange uma área maior em potencial hídrico e com maior densidade populacional, citando Passo de Torres, São João do Sul, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, Sombrio, Jacinto Machado, Balneário Gaivota e Araranguá. No lado riograndense encontrasse Torres, Mampituba, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Morrinhos do Sul, Dom Pedro de Alcântara e Três Cachoeiras.
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